No começo da minha vida como a maioria dos bebes não sabia bem aonde estava, não entendendo ao certo porque e como estava nesse planeta estranho, onde as pessoas falavam, uma língua que nunca tinha escutado igual.
Achava engraçado os sons guturais que as pessoas grandes faziam e ria muito. Via as pessoas grandes meio bestas ao meu redor com olhos brilhantes, como se observassem um objeto novo, uma fortuna, era engraçado... Quando dei por mim já tinha aprendido a lingua que até então achava estranha, aprendi as primeiras palavras de chamamento MAMÂE, PAPAI, inho, inho, inho... Fui aprendendo a me comunicar e imitar as pessoas grandes, não sabia ao certo o que devia fazer, como deveria fazer, então imitava, e fui crescendo e descobrindo o que é certo e errado. A minha natureza intima sempre gostou de métodos empíricos sendo assim preferia ir pelo caminho mais difícil, errava mais errava tanto que até quando acertava eu errava, sendo assim todos ao meu redor sempre gostaram de colocar a culpa em mim, afinal de contas eu era um problema, e para a penalização do erro apanhava, até quando não fazia nada apanhava, meus pais sempre acreditavam mais nas outras pessoas do que em mim, pelo simples fato de gostar de métodos empíricos, a lei para mim veio tarde demais. Sempre fui Santa, não mordia meus colegas de sala (pouco), não tapei o nariz do meu irmão quando bebe, para ver se ele respirava pela boca, quase não aprontei na minha infância.
Visitei psicólogo na minha infância 2 vezes.a primeira porque meus pais achavam que eu ia matar meu irmão, e a segunda... Era um belo dia, para ser mais especifica em uma sexta feira 13, uma coisa estranha aconteceu, minha menarca chegou e com ela, uma sindrome do Peter Pan me invadia não queria crescer, gostava de ser criança, ter minhas responsabilidades e preocupações de criança me indignava muito quando uma pessoa grande me dizia que criança não faz nada, só brinca, os adultos são tão limitados, nunca queria me tornar um deles, mas descobri que era impossível parar o tempo, ainda não foi inventada uma maquina com essa capacidade. Então resolvi jurar, para mim mesma que nunca me tornaria um adulto chato, conformista e positivista, visitei psicologa pela segunda vez ela me ajudou aceitar a ser uma idosa feliz (eu acho), sendo assim fui crescendo por fora, mas continuo tendo uma criança dentro de mim, e continuo adorando métodos empíricos mas analiso um pouco mais as situações quanto mais velha fico, as experiências acumuladas ao longo da minha vida infantil formaram a minha personalidade forte e parcialmente livre, então vivo e ajo sendo menos penalizada, des de os doze anos parei de imitar as pessoas sendo assim ja coexistiram em mim todos os estilos do mundo.
Sou eternamente grata pelas surras que tomei, e pelas estrias causadas, estou viva e forte, a vida é para mim perfeita e bela em sua essência, sou sou feliz e sei que estou no caminho certo para o infinito e além ... minha criança interior vai bem obrigada.
Marilia Rios

Amei o texto do grupo! Fala bem do fato de que a infância influência na personalidade do adulto. Gostei dos depoimentos e do fato das fotos serem retratos de momentos caracteristicos dessa fase, os amigos, as bagunças e tudo mais. Parabéns!
ResponderExcluirBeijos =)
Hannah Medeiros.
adoreeeei esse texto gigaaaaaaante UAHUAHSUASH
ResponderExcluirgostei dos momentos retratados e dos atos de seus pais (das surras kkk).
devemos sempre nos inspirar em adultos que consideramos genial e brilhante, sem apagar jamais o genio que temos dentro de nós mesmos.
Carol Mira